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domingo, 3 de junho de 2012

João Malheiros deixa governo Silval na 4ª para disputar candidatura com Vuolo

Romilson Dourado

*  Malheiros recebeu apoio da família e de parte do PR e decisão por entrar no páreo depende de 2 reuniões nesta 2ª. Quer ser cabeça de chapa, mas, se não conseguir, sonha em ser vice de Mauro Mendes (PSB)
*  O nome de Vuolo enfrenta resistência de quase todos 28 pré-candidatos a vereador, que reclamam da falta de respaldo e de articulação e dizem que o secretário deseja ser vice e levar PR para Dorileo Leal (PMDB)
  O secretário estadual de Cultura João Malheiros está decidido a se desincompatibilizar do cargo na próxima quarta (6) para entrar na briga interna no PR com Francisco Vuolo, que também deixa a pasta de Logística Intermodal de Transportes, para concorrer à Prefeitura de Cuiabá. Ele foi incentivado pela maioria dos 28 pré-candidatos a vereador e por parte da cúpula. Malheiros obteve apoio da família e sua entrada no páreo só está dependendo agora do resultado de duas conversas agendadas para esta segunda, uma com a direção estadual do PR e, a outra, com o governador Silval Barbosa (PMDB). O surgimento do nome do deputado estadual licenciado é um reflexo do racha entre os republicanos.
Fernando Ordakowski
Fernando Ordakowski -- João Malheiros entra na briga eleitoral no PR e, assim como Francisco Vuolo, deixa o governo Silval Barbosa até a próxima 4ª; cada um puxa partido para um lado
João Malheiros entra na briga eleitoral no PR e, assim como Francisco Vuolo, deixa o governo Silval Barbosa até a próxima 4ª; cada um puxa partido para um lado
    Um bloco critica Vuolo, sob argumento de que ele não se articulou e muito menos demonstra preocupação com os pré-candidatos proporcionais e que se lançou à disputa como balão de ensaio, somente com propósito de negociar vaga de vice em alguma chapa. Hoje, Vuolo se movimenta internamente para ser companheiro de chapa do empresário peemedebista Dorileo Leal. Já Malheiros surge com aval de outra ala do PR para, num primeiro momento, encabeçar chapa mas, caso não se viabilize, deseja ser escolhido vice de outro empresário, o socialista Mauro Mendes, líder nas pesquisas de intenção de voto.
  Malheiros está com discurso pronto para o projeto majoritário. Argumenta que está no sétimo mandato parlamentar, sendo 4 como vereador e 3 como deputado estadual. Foi presidente da Câmara Municipal e secretário da Casa Civil e agora de Cultura dos governos Blairo Maggi e Silval. Alega ter apoio da família tradicional cuiabana. A saída de Malheiros do governo e retorno à Assembleia tira da cadeira o hoje deputado Alexandre Cesar (PT). O afastamento de Vuolo do Executivo também deixa sem espaço na Câmara Municipal Misael Galvão.
   Racha
   De maior legenda do Estado, especialmente no segundo mandato de Maggi, o PR perdeu quadros e, para piorar, enfrenta divergências internas em vários municípios. Em Cuiabá, não possui nomes com boa visibilidade eleitoral, muitos menos para encampar projeto majoritário. O que complica para Vuolo é que ele enfrenta resistência dos virtuais candidatos a vereador, inclusive do próprio Misael. A bancada republicana na Câmara se resume a duas cadeiras, ocupadas por Misael e por Chico 2000.
  O quatro de pré-candidatos segue com Mauro Mendes (PSB), na expectativa de atrair o PPS, o PDT e o PV, enquanto o PMDB aposta as fichas em Dorileo. O PT tem Lúdio Cabral e, o PSDB, Guilherme Maluf. Os partidos que passam a ser cortejados agora são o PTB do prefeito Chico Galindo, que não vai à reeleição e demonstra simpatia pela composição com o tucanato, e o PR, embora passe a brigar internamente com os pré-candidatos Vuolo e Malheiros.Ir para o Blog

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