Romilson Dourado
* O nome de Vuolo enfrenta resistência de quase todos 28 pré-candidatos a vereador, que reclamam da falta de respaldo e de articulação e dizem que o secretário deseja ser vice e levar PR para Dorileo Leal (PMDB)
O secretário estadual de Cultura João Malheiros está decidido a se desincompatibilizar do cargo na próxima quarta (6) para entrar na briga interna no PR com Francisco Vuolo, que também deixa a pasta de Logística Intermodal de Transportes, para concorrer à Prefeitura de Cuiabá. Ele foi incentivado pela maioria dos 28 pré-candidatos a vereador e por parte da cúpula. Malheiros obteve apoio da família e sua entrada no páreo só está dependendo agora do resultado de duas conversas agendadas para esta segunda, uma com a direção estadual do PR e, a outra, com o governador Silval Barbosa (PMDB). O surgimento do nome do deputado estadual licenciado é um reflexo do racha entre os republicanos.
Fernando Ordakowski

João Malheiros entra na briga eleitoral no PR e, assim como Francisco Vuolo, deixa o governo Silval Barbosa até a próxima 4ª; cada um puxa partido para um lado
Malheiros está com discurso pronto para o projeto majoritário. Argumenta que está no sétimo mandato parlamentar, sendo 4 como vereador e 3 como deputado estadual. Foi presidente da Câmara Municipal e secretário da Casa Civil e agora de Cultura dos governos Blairo Maggi e Silval. Alega ter apoio da família tradicional cuiabana. A saída de Malheiros do governo e retorno à Assembleia tira da cadeira o hoje deputado Alexandre Cesar (PT). O afastamento de Vuolo do Executivo também deixa sem espaço na Câmara Municipal Misael Galvão.
Racha
De maior legenda do Estado, especialmente no segundo mandato de Maggi, o PR perdeu quadros e, para piorar, enfrenta divergências internas em vários municípios. Em Cuiabá, não possui nomes com boa visibilidade eleitoral, muitos menos para encampar projeto majoritário. O que complica para Vuolo é que ele enfrenta resistência dos virtuais candidatos a vereador, inclusive do próprio Misael. A bancada republicana na Câmara se resume a duas cadeiras, ocupadas por Misael e por Chico 2000.
O quatro de pré-candidatos segue com Mauro Mendes (PSB), na expectativa de atrair o PPS, o PDT e o PV, enquanto o PMDB aposta as fichas em Dorileo. O PT tem Lúdio Cabral e, o PSDB, Guilherme Maluf. Os partidos que passam a ser cortejados agora são o PTB do prefeito Chico Galindo, que não vai à reeleição e demonstra simpatia pela composição com o tucanato, e o PR, embora passe a brigar internamente com os pré-candidatos Vuolo e Malheiros.

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