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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Inédito afirma ativista: Diretor aplaude o pioneirismo da Câmara de Cuiabá em realizar Sessão Itinerante para debater exploração sexual e pedofilia


Pioneirismo da câmara de Cuiabá é destaque no Portal Todos Contra a Pedofilia
 
Isso porque a Casa de Leis de Cuiabá é a pioneira em todo o Brasil na realização de Sessão Itinerante para debater o combate a exploração sexual de crianças e a pedofilia

O maior ativista na luta contra a exploração sexual e pedofilia em Cuiabá, João Batista de Oliveira destacou em entrevista ao Portal Todos Contra a Pedofilia, o pioneirismo do parlamento cuiabano em realizar no próximo dia 13 de maio, às 19 horas, Sessão Itinerante, com a finalidade de debater o abuso sexual, exploração sexual de crianças e adolescentes e pedofilia no município.

O pioneirismo da Câmara de Cuiabá em relação à atuação no combate a exploração sexual e pedofilia rendeu ao Legislativo local uma homenagem que será entregue ao presidente da Casa, vereador João Emanuel (PSD). Isso porque a Casa de Leis de Cuiabá é a pioneira em todo o Brasil na realização de Sessão Itinerante para debater o combate a exploração sexual de crianças e a pedofilia.
O maior ativista na luta contra a exploração sexual e pedofilia em Cuiabá, João Batista de Oliveira destacou em entrevista ao Portal Todos Contra a Pedofilia, o pioneirismo

O tema é considerado de grande importância social pelo presidente do Legislativo, vereador João Emanuel, do PSD, autor do requerimento. A sessão terá lugar na quadra da Escola Estadual Filogônio Corrêa, Rua Vicente de Figueiredo, s/nº, área central do distrito cuiabano.
 
Emanuel conclama comunitários e autoridades a formar 'um corpo de batalha enérgico' contra o que qualifica de uma das piores perversidades da Humanidade. "A presença de todos - assinalou - é importante, pois um debate amplo certamente propiciará o vislumbre e alcance de soluções efetivas à complexidade que esse problema encampa. O desafio de resolvê-lo é de todos os munícipes, e a Câmara tem se colocado firme para auxiliar no que for preciso".  
 
Com mais de 7,8 milhões de acessos, o maior portal de combate a pedofilia bate recorde de acessos

O presidente informa que esse assunto tem sido a tônica de várias discussões parlamentares. "Ainda hoje recebi em meu gabinete o colega vereador Evan Arruda, do PSD de Acorizal, oportunidade em que discutimos a necessidade de implementarmos uma política permanente de ações parceiras para neutralizar o abuso que crianças e adolescentes sofrem nas regiões periféricas da capital e municípios adjacentes, integrantes da Baixada. Infelizmente, os aliciadores de crianças têm encontrado facilidades para perpetrar os crimes em face do alto índice de desemprego e analfabetismo na área rural".

Com a Sessão Itinerante, conclui Emanuel, "o primeiro grito do Basta! terá eco de força conjunta para maior mobilização das instituições parceiras que respaldam esse projeto e outros de destaque social", a exemplo da Associação dos Conselhos Tutelares de MT, Conselho Estadual da Criança  do Adolescente, Ministério Público, Polícia Rodoviária Federal, Prefeitura Municipal de Cuiabá, PMMT, Sala da Mulher e Secretaria de Trabalho e Assistência Social - SETAS.

Maior portal de combate à pedofilia bate recorde de acessos:

A medicina não tem leitos suficientes e nem medicamento eficaz para recuperar dependentes. Criaram muitos obstáculos paras as entidades filantrópicas que fazem este beneficio à sociedade.

Com mais de 7,8 milhões de acessos, o maior portal de combate a pedofilia bate recorde de acessos. O diretor do Portal Todos Contra a Pedofilia explicou que esses acessos são o reflexo do reconhecimento à entidade. "A cada dia que passa nosso portal se fortalece, o ativista considera este é um patamar considerado “muito elevado”. “A quantidade de visualizações é um dado importante porque as pessoas, às vezes, não interagem, mas estão acompanhando a nossa luta no combate a exploração sexual e no combate a pedofilia”, destacou o ativista.“Damos muito valor a esse indicativo”, acrescentou.
Com mais de 7,8 milhões de acessos, o maior portal de combate a pedofilia bate recorde de acessos

Ações do maior portal de combate à pedofilia:


Criada em 2009 por um grupo de cientistas da computação, professores, pesquisadores e bacharéis em Direito, a organização surgiu a partir de pesquisas e projetos sociais voltados para o combate à pornografia infantil. O Portal Todos Contra a Pedofilia atua em quatro frentes: defesa e responsabilização; prevenção, capacitação e formação; pesquisa e desenvolvimento; e mobilização social.

"Promovemos e desenvolvemos os direitos humanos na sociedade da informação", pontuou o Diretor do Portal, professor João Batista de Oliveira, considerado como o maior ativista na luta contra a exploração sexual e pedofilia em Cuiabá. 
Casa de Leis de Cuiabá é a pioneira em todo o Brasil na realização de sessão Itinerante para debater o combate a exploração sexual de crianças e a pedofilia.

Para prevenir ocorrências com crianças e adolescentes na Internet, ele destacou que não é necessário saber utilizar todos os equipamentos e recursos tecnológicos disponíveis atualmente, tendo em vista que a tecnologia avança muito rapidamente. Mas é fundamental compreender como o público infantojuvenil acessa a informação e como interage com essas tecnologias. 
"Não precisamos entender todos os dispositivos para falar de direitos humanos. A Internet é uma rede de informação, mas é uma rede de pessoas, e quando pensamos nisso o foco na segurança da Internet são as pessoas", afirmou, explicando que o foco da prevenção não deve ser o equipamento, mas quem e como o utiliza. 

Além disso, o Portal Todos Contra a Pedofilia desenvolve tecnologias para prevenção e repressão de crimes pela Internet. "São softwares e ferramentas disponibilizados às autoridades brasileiras. É tecnologia produzida com interesse público. No nosso ponto de vista, isso é um dever, para que a sociedade possa se beneficiar desses recursos", explicou João Batista.


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No comando de João Emanuel, a Câmara Municipal tem sido transparente e atuante, afirma Diretor do Portal Todos Contra a Pedofilia


Câmara atuante e exercendo seu papel de fiscalizadora e não de subserviência, estão fazendo a diferença
 No comando do vereador João Emanuel (PSD) a Câmara Municipal esta inaugurando um novo tempo no Legislativo cuiabano, afirmou o diretor do Portal Todos Contra a Pedofilia que é considerado como o maior ativista na luta contra a exploração contra a exploração sexual e pedofilia em Cuiabá.

Ele declarou que a Câmara pela primeira vez na história esta 100% ao lado de todas as ações do que a população requer do parlamentar, “contribuindo para a viabilização de um governo que venha para melhorar e mudar a nossa cidade, trabalhando com foco na população, primeiro o povo, nem que para isso eles tenham que fazer um enfrentamento forte com o executivo, no sentido de defender os eleitores que os colocaram para cumprirem um mandato popular e acima de tudo participativo”.

Transparência na gestão dos recursos do duodécimo é outro compromisso da mesa-diretora que vem sendo cumprido, afirmou João Batista. Transparência total para a comunidade.

Exemplo de tenacidade, dinamismo e amor às
causas nobres que norteiam o serviço público.
João Batista disse que o Legislativo no comando de João Emanuel (PSD) esta  interpretando os anseios da população e contribuindo para que as soluções cheguem às comunidades, proporcionando melhor qualidade de vida, desenvolvimento e emprego. Citou, por exemplo, a questão das drogas lícitas e ilícitas, pedofilia, abuso sexual, exploração sexual, que precisam ser combatidas. “O que acredito que esta na pauta da gestão do presidente João Emanuel (PSD), debater essa problemática da nossa cidade com o Judiciário e toda a sociedade”, observou.
“Há uma manifestação de todos, em defesa da autonomia e da independência do Legislativo municipal. Creio que teremos uma Câmara atuante sim no comando do João Emanuel”, observou.
O vereador João Emanuel (PSD), vem mostrando um novo perfil do legislativo cuiabano, no sentido de atender as novas demandas postas nos próximos anos onde deverá modernizar a sua atuação parlamentar para acompanhar sem atropelos e omissões as ações do poder executivo municipal e as reivindicações da população do município. 

Transparência na gestão dos recursos
do duodécimo é outro compromisso
da mesa-diretora que vem
sendo cumprido
Hoje já não mais se admite que um poder relevante como é o caso do Legislativo Municipal fique a mercês de improvisos e falhas graves na condução dos trabalhos legislativos pela falta de formação dos seus quadros de assessores e funcionários ou/e pela falta de uma estrutura administrativa moderna que venha viabilizar/facilitar a desenvoltura dos vereadores municipais nos próximos quatro anos.

O vereador João Emanuel (PSD),presidente da câmara municipal de Cuiabá, é um exemplo de tenacidade, dinamismo e amor às causas nobres que norteiam o serviço público.

Detentor do primeiro mandato, o parlamentar demonstra na prática, que é possível transformar a política partidária num instrumento de apoio ao cidadão que paga os seus impostos e que espera do Poder Público um retorno satisfatório as suas inúmeras aspirações. De Norte a Sul e de Leste a Oeste de Cuiabá, João Emanuel (PSD), faz política 24 horas por dia com muito profissionalismo e voltado para o bem comum do cidadão, através de uma assessoria competente e imparcial, que atende à todos sem distinção de côres partidárias e ideologias, dando uma demonstração inequívoca que o homem público deve estar onde a situação exige a sua presença, trilhando a máxima que reza na Constituição Brasileira de “Todo Poder Emana do Povo e em Seu Nome Deve Ser Exercido”.
João Emanuel (PSD),dispensa holofotes e procura trabalhar
silenciosamente, mas cobra resultados
Dotado de sentimento cívico, dono de um linguajar simples e objetivo, prático e sincero em suas decisões, João Emanuel (PSD),é um político diferenciado, que faz do seu mandato um sacerdócio. Respeitado pelo povo, admirado pela classe mais humilde, simpático e exemplo para quem deseja seguir a carreira parlamentar, o vereador João Emanuel (PSD),dispensa holofotes e procura trabalhar silenciosamente, mas cobra resultados e não admite corpo mole e conversa fiada. Sempre em total sintonia com as mais variadas situações político-administrativa de Cuiabá.

João Batista disse que o Legislativo no comando
de João Emanuel (PSD) esta  interpretando
 os anseios da população
Tido como amigo parceiro e fiel, João Emanuel (PSD), é solícito com os empresários, lideres comunitário e população em geral, que acorrem à seu gabinete em busca de subsídios, o que lhe confere o titulo de “Vereador Popular e Representante das Classes Menos Favorecidas”.

A sua popularidade está sempre presente, de Modesto e trabalhando sem alarde, 
João Emanuel (PSD),promove relevantes serviços com simplicidade, autenticidade, planejamento e acima de tudo com muito profissionalismo. Uma das grandes virtudes de João Emanuel (PSD) é transparência, fato este, muito em voga nos dias atuais, onde a maioria dos políticos procura e empurra os problemas com a barriga, ganhando tempo, atrasando compromissos firmados e engavetando inúmeras solicitações. 

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Contato para contribuição:movimentocontrapedofiliamt@gmail.com

DIRETOR DO PORTAL TODOS CONTRA A PEDOFILIA ENALTECE TODOS OS QUE LUTAM DIARIAMENTE CONTRA O GRANDE MAL DA HUMANIDADE, QUE É A PEDOFILIA


segunda-feira, 8 de abril de 2013

O diferencial no grupo do deputado Emanuel Pinheiro é a energia libertadora do sonho influindo na realidade. Não há dinheiro no mundo que substitua isso


O diferencial no grupo do deputado Emanuel Pinheiro é a energia libertadora do sonho influindo na realidade. Não há dinheiro no mundo que substitua isso.


“Emanuel Pinheiro”, digno cidadão que representa bem o Movimento de Conscientização Popular

Defendo a atuação parlamentar do deputado Emanuel Pinheiro pelo qual foi eleito sim, vejo seu lado humano, e o resgate do que há de mais simples e verdadeiro em nós: o amor pelo próximo e o sentimento de coletividade. Falo dele com a seriedade que o assunto exige. 

A confiança que tenho no Emanuel Pinheiro vem da sua horizontalidade nas relações humanas. Olho para ele e vejo o professor, o amigo, o pai, o homem comum. 

E é justamente isso que me leva a sair em defesa da sua atuação parlamentar, pois quero que mais pessoas compartilhem desse sentimento e saibam que é possível termos um parlamentar que nos ouça, que trabalhe conosco, que pense num estado, onde as relações sociais sejam justas e os recursos públicos aplicados na melhoria de vida da população. Obviedades que ainda são estranhas aos nossos ouvidos. 

Sua bela trajetória politica, trabalhando com as minorias (que juntas são a maioria) desde antes de entrar para a política institucional, é um exemplo de que é possível criar um projeto transformador em qualquer área de atuação. No Legislativo isso é ainda mais raro de se encontrar, mas ele teve coragem e capacidade de contestar a podridão do sistema de dentro dele enfrentando o todo poderoso José Geraldo Riva (PSD). Essa atuação me faz crer que é possível manter a ética e a transparência, mesmo com toda a politicagem e negócios infiltrados no executivo e no legislativo. Afinal, nada deve parecer impossível de mudar. 

E acima de tudo, vejo no Emanuel Pinheiro um representante ao meu modo de ver o mundo. Apenas um entre muitos que tornam possível esse movimento lindo no estado de Mato Grosso, que está trazendo de volta aos nossos olhos um brilho sutil que se perdeu no caminho. 

A esperança é como um vaga-lume frágil, mas que está iluminando muitos corações. Apesar do boicote mascarado, acredito que estamos construindo uma alternativa viável para o nosso estado. Pensando bem, não ter essas dificuldades seria um mau sinal. Utilizando a força visceral dos nossos ideais, vamos tornar o nosso deputado estadual Emanuel Pinheiro ao lado de Blairo Maggi (PR),Pedro Taques (PDT) e Mauro Mendes (PSB) nosso projeto de estado, muito diferente dos demais, cada vez mais populares. 

O diferencial no grupo do deputado Emanuel Pinheiro é a energia libertadora do sonho influindo na realidade. Não há dinheiro no mundo que substitua isso. 

Toda sua atuação foi movida pelo amor e o amor é muito mais revolucionária e poderosa que uma campanha milionária. Como disse Octavio Paz, “o amor é uma aposta extravagante na liberdade”.

Emanuel Pinheiro representa o despertar, acredito que estamos construindo uma alternativa viável


“Emanuel Pinheiro”, digno cidadão que representa bem o Movimento de Conscientização Popular

Defendo a atuação parlamentar do deputado Emanuel Pinheiro pelo qual foi eleito sim, vejo seu lado humano, e o resgate do que há de mais simples e verdadeiro em nós: o amor pelo próximo e o sentimento de coletividade. Falo dele com a seriedade que o assunto exige. 

A confiança que tenho no Emanuel Pinheiro vem da sua horizontalidade nas relações humanas. Olho para ele e vejo o professor, o amigo, o pai, o homem comum. 

E é justamente isso que me leva a sair em defesa da sua atuação parlamentar, pois quero que mais pessoas compartilhem desse sentimento e saibam que é possível termos um parlamentar que nos ouça, que trabalhe conosco, que pense num estado, onde as relações sociais sejam justas e os recursos públicos aplicados na melhoria de vida da população. Obviedades que ainda são estranhas aos nossos ouvidos. 

Sua bela trajetória politica, trabalhando com as minorias (que juntas são a maioria) desde antes de entrar para a política institucional, é um exemplo de que é possível criar um projeto transformador em qualquer área de atuação. No Legislativo isso é ainda mais raro de se encontrar, mas ele teve coragem e capacidade de contestar a podridão do sistema de dentro dele enfrentando o todo poderoso José Geraldo Riva (PSD). Essa atuação me faz crer que é possível manter a ética e a transparência, mesmo com toda a politicagem e negócios infiltrados no executivo e no legislativo. Afinal, nada deve parecer impossível de mudar. 

E acima de tudo, vejo no Emanuel Pinheiro um representante ao meu modo de ver o mundo. Apenas um entre muitos que tornam possível esse movimento lindo no estado de Mato Grosso, que está trazendo de volta aos nossos olhos um brilho sutil que se perdeu no caminho. 

A esperança é como um vaga-lume frágil, mas que está iluminando muitos corações. Apesar do boicote mascarado, acredito que estamos construindo uma alternativa viável para o nosso estado. Pensando bem, não ter essas dificuldades seria um mau sinal. Utilizando a força visceral dos nossos ideais, vamos tornar o nosso deputado estadual Emanuel Pinheiro ao lado de Blairo Maggi (PR),Pedro Taques (PDT) e Mauro Mendes (PSB) nosso projeto de estado, muito diferente dos demais, cada vez mais populares. 

O diferencial no grupo do deputado Emanuel Pinheiro é a energia libertadora do sonho influindo na realidade. Não há dinheiro no mundo que substitua isso. 

Toda sua atuação foi movida pelo amor e o amor é muito mais revolucionária e poderosa que uma campanha milionária. Como disse Octavio Paz, “o amor é uma aposta extravagante na liberdade”.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Apenas, Emanuel Pinheiro e Luciane Bezerra têm feito à diferença: É preciso haver na AL MT mais transparência, austeridade e capacidade de fiscalizar o Executivo


Apenas, Emanuel Pinheiro e Luciane Bezerra tem feito à diferença: É preciso haver na AL MT mais transparência, austeridade e capacidade de fiscalizar o Executivo


Ativista detona deputados aliados de José Riva e Chico Daltro e diz, Muitas coisas que são inaceitáveis para a sociedade (ou seja, são imorais) são legais para a lei, respeitar a vontade popular seria um regaste da credibilidade parlamentar e partidária, hoje rastejante em MT

Ativista detona deputados aliados de José Riva e Chico Daltro e diz, Muitas coisas que são inaceitáveis para a sociedade (ou seja, são imorais) são legais para a lei, respeitar a vontade popular seria um regaste da credibilidade parlamentar e partidária, hoje rastejante em MT




O que o agente público faz não deve ser apenas legalmente aceitável, mas também moralmente aceitável


Os servidores públicos não devem fazer apenas aquilo que é legal (aquilo que é permitido pela lei) ou evitar aquilo que é ilegal (aquilo que é proibido pela lei). Além do critério da legalidade, eles também devem respeitar outros dois critérios importantes: o da moralidade e o da impessoalidade. Raramente vemos esse princípios serem usados e mencionados, mas eles existem e são muito úteis.

Legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência são os princípios que regem a administração dos Poderes da União, reza a Constituição. Esta, por sinal, foi elaborada em momento de grandeza política, naquele processo virtuoso dos anos 80 que aproximou a cidadania mobilizada dos seus representantes congressuais. 

EMANUEL PINHEIRO PORTAL TODOS CONTRA A PEDOFILIA
O superpoderes” do vice-governador Chico Daltro chama
 a atenção para um princípio básico da administração pública
Mais do que fazer leis — a despeito de restarem uma centena de dispositivos constitucionais a serem regulamentados — cumpre ao Parlamento zelar pelo seu cumprimento. Diplomas legais não faltam no país da cultura bacharelesca: nos âmbitos municipal, estadual e federal há nada menos que 3,7 milhões de leis! Fazê-las descer do papel para a vida real é um imperativo. 

Passados quase 25 anos daquele belo momento constituinte, em que Ulysses Guimarães (1916/1992) proclamou “nojo e ódio à ditadura”, as práticas do Congresso debilitam nossa democracia. 

“O superpoderes” do vice-governador Chico Daltro chama a atenção para um princípio básico da administração pública que raramente é citado mas que está explícito na Constituição Federal: os servidores públicos não devem fazer apenas aquilo que é legal (aquilo que é permitido pela lei) ou evitar aquilo que é ilegal (aquilo que é proibido pela lei). Além do critério da legalidade, eles também devem respeitar outros dois critérios importantes: o da moralidade e o da impessoalidade. Raramente vemos esse princípios serem usados e mencionados, mas eles existem e são muito úteis. 

A impessoalidade anda esquecida no ambiente
 de tráfico de influência e personalização da política
.
 
Preceitos constitucionais precisam ser praticados no âmbito dos próprios Legislativos: respeitá-los seria um regaste da credibilidade parlamentar e partidária, hoje rastejante. 

Patrimonialismo, fisiologismo e clientelismo tomaram o lugar do espírito público, da disputa de ideias, da fiscalização dos Executivos, dos projetos de país e da visão de mundo. 

A ganância particularista e o objetivo maior da mera reprodução de mandatos, em sistema fundado no poder do dinheiro, alimentam o balcão de negócios que, qual mercantilismo no templo, viceja no Parlamento. 

O chicote da opinião pública, hoje sob a forma de desinteresse pela política, pode vir, no futuro, com o aguilhão da rejeição total e da aspiração por novos autoritarismos. 

O parlamento estadual de Mato Grosso não mostra apreço pela legalidade democrática: costumeiramente desrespeita seu próprio Regimento, sempre em favor dos grupos dominantes. A impessoalidade anda esquecida no ambiente de tráfico de influência e personalização da política. 

Essa lei atribui ao vice uma função executiva, e ele deixa
de ser apenas o substituto eventual do governador
 para ser responsável por órgãos e funções de Governo
A prova de tudo isso, é que 13 senhores deputados orientados pelo presidente da Assembleia Legislativa do estado de Mato Grosso, José Riva (PSD), reprovaram o projeto de lei do deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR) que tinha como objetivo retirar dos poderes acumulados da Vice-Governadoria. 

O projeto do republicano que propunha a revogação da Lei Complementar 427/2011, que atribui a Vice-Governadoria a função de coordenar órgãos como a Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager), Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso (MT Fomento), entre outros, faço justiça ao dizer que a deputada Luciane Bezerra (PSB) não se curvou aos apelos dos poderosos e votou a favor da revogação. 

Relator da Comissão Especial que analisou o mérito da proposta, o deputado que tem uma atuação pífia e copiador de projetos de parlamentares de São Paulo e Rio de Janeiro, Walter Rabello (PSD) devolveu o projeto à Mesa Diretora com parecer pela rejeição, sendo acompanhado pelos demais membros presentes na sessão: Romoaldo Júnior (PMDB), Wagner Ramos (PR), e Antônio Azambuja (PP). Após a entrega, o projeto foi debatido pelos deputados antes da votação. 

Presidente do legislativo estadual, José Riva (PSD) encaminhou pela rejeição a matéria, no entendimento de que o vice-governador não é ordenador de despesas dos órgãos que administra, além de afirmar que a proposta é inconstitucional, pois tem vício de iniciativa. 

Vale destacar que a moralidade, que impõe a ética do interesse público sobre o ganho particular, é artigo raro na Assembleia Legislativa do estado de Mato Grosso: O que o agente público faz não deve ser apenas legalmente aceitável, mas também moralmente aceitável. Para ser moral, a conduta deve ser aceitável pela sociedade, não importando se a lei a permite. A lei cobre um universo muito menor do que a moral. Muitas coisas que são inaceitáveis para a sociedade (ou seja, são imorais) são legais para a lei. Por exemplo, o furto de uso (quando alguém retira um objeto de outra pessoa sem sua autorização, usa e depois devolve) não é ilegal pois não está previsto na lei penal, mas é obviamente imoral. Alguém usar a verba pública para beneficio próprio pode até não ser ilegal, mas certamente é imoral, pois a sociedade hoje em dia não aceita esse tipo de comportamento.


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quinta-feira, 4 de abril de 2013

O que o agente público faz não deve ser apenas legalmente aceitável, mas também moralmente aceitável


Os servidores públicos não devem fazer apenas aquilo que é legal (aquilo que é permitido pela lei) ou evitar aquilo que é ilegal (aquilo que é proibido pela lei). Além do critério da legalidade, eles também devem respeitar outros dois critérios importantes: o da moralidade e o da impessoalidade. Raramente vemos esse princípios serem usados e mencionados, mas eles existem e são muito úteis.

Legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência são os princípios que regem a administração dos Poderes da União, reza a Constituição. Esta, por sinal, foi elaborada em momento de grandeza política, naquele processo virtuoso dos anos 80 que aproximou a cidadania mobilizada dos seus representantes congressuais. 

EMANUEL PINHEIRO PORTAL TODOS CONTRA A PEDOFILIA
O superpoderes” do vice-governador Chico Daltro chama
 a atenção para um princípio básico da administração pública
Mais do que fazer leis — a despeito de restarem uma centena de dispositivos constitucionais a serem regulamentados — cumpre ao Parlamento zelar pelo seu cumprimento. Diplomas legais não faltam no país da cultura bacharelesca: nos âmbitos municipal, estadual e federal há nada menos que 3,7 milhões de leis! Fazê-las descer do papel para a vida real é um imperativo. 

Passados quase 25 anos daquele belo momento constituinte, em que Ulysses Guimarães (1916/1992) proclamou “nojo e ódio à ditadura”, as práticas do Congresso debilitam nossa democracia. 

“O superpoderes” do vice-governador Chico Daltro chama a atenção para um princípio básico da administração pública que raramente é citado mas que está explícito na Constituição Federal: os servidores públicos não devem fazer apenas aquilo que é legal (aquilo que é permitido pela lei) ou evitar aquilo que é ilegal (aquilo que é proibido pela lei). Além do critério da legalidade, eles também devem respeitar outros dois critérios importantes: o da moralidade e o da impessoalidade. Raramente vemos esse princípios serem usados e mencionados, mas eles existem e são muito úteis. 

A impessoalidade anda esquecida no ambiente
 de tráfico de influência e personalização da política
.
 
Preceitos constitucionais precisam ser praticados no âmbito dos próprios Legislativos: respeitá-los seria um regaste da credibilidade parlamentar e partidária, hoje rastejante. 

Patrimonialismo, fisiologismo e clientelismo tomaram o lugar do espírito público, da disputa de ideias, da fiscalização dos Executivos, dos projetos de país e da visão de mundo. 

A ganância particularista e o objetivo maior da mera reprodução de mandatos, em sistema fundado no poder do dinheiro, alimentam o balcão de negócios que, qual mercantilismo no templo, viceja no Parlamento. 

O chicote da opinião pública, hoje sob a forma de desinteresse pela política, pode vir, no futuro, com o aguilhão da rejeição total e da aspiração por novos autoritarismos. 

O parlamento estadual de Mato Grosso não mostra apreço pela legalidade democrática: costumeiramente desrespeita seu próprio Regimento, sempre em favor dos grupos dominantes. A impessoalidade anda esquecida no ambiente de tráfico de influência e personalização da política. 

Essa lei atribui ao vice uma função executiva, e ele deixa
de ser apenas o substituto eventual do governador
 para ser responsável por órgãos e funções de Governo
A prova de tudo isso, é que 13 senhores deputados orientados pelo presidente da Assembleia Legislativa do estado de Mato Grosso, José Riva (PSD), reprovaram o projeto de lei do deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR) que tinha como objetivo retirar dos poderes acumulados da Vice-Governadoria. 

O projeto do republicano que propunha a revogação da Lei Complementar 427/2011, que atribui a Vice-Governadoria a função de coordenar órgãos como a Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager), Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso (MT Fomento), entre outros, faço justiça ao dizer que a deputada Luciane Bezerra (PSB) não se curvou aos apelos dos poderosos e votou a favor da revogação. 

Relator da Comissão Especial que analisou o mérito da proposta, o deputado que tem uma atuação pífia e copiador de projetos de parlamentares de São Paulo e Rio de Janeiro, Walter Rabello (PSD) devolveu o projeto à Mesa Diretora com parecer pela rejeição, sendo acompanhado pelos demais membros presentes na sessão: Romoaldo Júnior (PMDB), Wagner Ramos (PR), e Antônio Azambuja (PP). Após a entrega, o projeto foi debatido pelos deputados antes da votação. 

Presidente do legislativo estadual, José Riva (PSD) encaminhou pela rejeição a matéria, no entendimento de que o vice-governador não é ordenador de despesas dos órgãos que administra, além de afirmar que a proposta é inconstitucional, pois tem vício de iniciativa. 

Vale destacar que a moralidade, que impõe a ética do interesse público sobre o ganho particular, é artigo raro na Assembleia Legislativa do estado de Mato Grosso: O que o agente público faz não deve ser apenas legalmente aceitável, mas também moralmente aceitável. Para ser moral, a conduta deve ser aceitável pela sociedade, não importando se a lei a permite. A lei cobre um universo muito menor do que a moral. Muitas coisas que são inaceitáveis para a sociedade (ou seja, são imorais) são legais para a lei. Por exemplo, o furto de uso (quando alguém retira um objeto de outra pessoa sem sua autorização, usa e depois devolve) não é ilegal pois não está previsto na lei penal, mas é obviamente imoral. Alguém usar a verba pública para beneficio próprio pode até não ser ilegal, mas certamente é imoral, pois a sociedade hoje em dia não aceita esse tipo de comportamento.


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Juventude, violência e políticas públicas



Nas últimas décadas, a violência atribuída aos jovens tem adquirido importância econômica, política, social, cultural, de saúde pública, e acredita-se que refletir sobre o tema juventude-violência implica pensar em políticas públicas. Políticas, de ordem privada ou estatal, com norteadores essencialmente de caráter público, que possibilitam a realização de sonhos, a elevação da pessoa à condição de sujeito e a concretização de expectativas de futuro aos jovens[1], dentro do modelo de sociedade em configuração no Brasil.

Diante desse quadro, este artigo pretende explicitar a tensão social na contemporaneidade promovida entre a relação “ser jovem” e “expressões de violência”, sem perder o horizonte da constituição histórica da categoria juventude e suas vinculações com as ações que denominamos violência.

A Invenção da Juventude

A categoria Juventude, considerada como um período de vida entre 15 e 24 anos[2], é uma invenção da sociedade moderna industrial[3]. Até os anos 50, em face da idéia funcional contida no projeto de civilização ocidental, “ser jovem” era viver um interstício entre o mundo da criança, sem responsabilidades, e o mundo adulto, voltado às responsabilidades do trabalho, da família e das exigências da sociedade. Aqui, a instituição escolar, nas perspectivas de classes adotadas nessa realidade, caracterizou-se como sendo o local institucional específico para auxiliar o jovem na passagem da vida “pré-adulta” à adulta, sem desconsiderar o papel da família.

Hobsbawm (1995, p. 317), ao falar da revolução cultural da metade do século XX, mostra como a juventude (período que se estende da puberdade até a metade da casa dos vinte) se transforma em um grupo com "consciência própria e se torna um agente social independente". Para o autor, a base dessa "consciência começa no conflito de geração e de sexo, no seio da família". No caso, Hobsbawm está apontando um aspecto positivo atribuído à juventude das décadas de 60-70. Na época, os jovens tiveram importante papel diante da radicalização política, em face da guerra fria.

Em Morin (1986), apreende-se que o movimento de juventude vai além da política, uma vez que se inscreve também na cultura. Há, no mundo, o desencadeamento da internacionalização de um aspecto da cultura que inclui os jovens, difundida por intermédio dos símbolos emitidos pela música, cinema, moda. O autor denominou-a “cultura de massa”. Nesse movimento de consolidação da cultura de massa, vê-se reforçada a idéia da condição do “ser jovem”.

Para Pierre Bourdieu (1983: 112), restringir o movimento de juventude para uma condição, uma preparação ao mundo do trabalho, significa reproduzir hierarquias em que “cada um deve se manter em seu lugar”. Para ele, essa caracterização dá à juventude a condição de ser apenas uma palavra. Bourdieu tem razão, em parte, uma vez que esse interstício limitava-se aos jovens favorecidos, o que implicaria uma redução do que se denominou “cultura juvenil”, valorada com base em comportamentos, atitudes, estilos, modos histórica e socialmente em composição que, de uma forma ou de outra, contrapõem-se aos padrões (ou padronizações) esperados (as).

Hobsbawm (1995: 320) entende que a dimensão da idéia de juventude não é nova; o que é novo e importante ressaltar no período é que seu modus operandi mudara. Eis aqui a novidade. A juventude dessa época tinha uma predisposição de buscar o prazer com o corpo, numa afronta às regras, à ordem e aos valores do capitalismo (vide os movimentos de contracultura). Já no fim do século XX, segundo Hobsbawm (idem: 328), a revolução cultural representa o “[...] triunfo do indivíduo sobre a sociedade, ou melhor, o rompimento dos fios que antes ligavam os seres humanos em texturas sociais”.

No Brasil, segundo os trabalhos de Costa (1993; 2006) e de Abramo (1994), o movimento de jovens ganhou dimensões políticas e culturais, e passou a organizar o lazer de determinados agrupamentos de jovens, extrapolando a expectativa funcional e cívica do papel social do “ser jovem”. Esses agrupamentos, em muitos casos, ganharam conotação negativa aos olhos da sociedade, em razão de seus comportamentos e posturas “fora dos padrões”. Para Costa (2006: 18), os grupos de jovens, denominados gangues juvenis, “começaram aos poucos a ter visibilidade, no fim dos anos 50 e início da década de 60, inicialmente em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, e, a seguir, em outras partes do Brasil”. Contudo, ainda não eram tidos como um “problema” socialmente preocupante.

Desse contexto, explicitado a partir de aspectos políticos, culturais, de lazer e de massa, entender o que venha a ser “juventudes” [4], perpassada pela noção de “cultura juvenil”, requer interpretá-la: como um estágio preparatório à vida adulta ou ao desenvolvimento humano; como, no interior da lógica da sociedade atual, uma massa concentrada de poder de compra; e, como parte de um internacionalismo da cultura juvenil, de base urbana.

Juventude: um “problema” social contemporâneo?

A transposição da violência, dos “muros” periféricos aos bairros de classes média e alta, fez com que a mídia, a sociedade e os órgãos públicos passassem a enxergá-la com maior grau de preocupação. É do final dos anos 80 em diante que, ao se refletir sobre a violência urbana, se esbarra na temática da juventude. Essa vinculação, violência-juventude, assume um caráter urbano de expressões irradiadas dos grandes centros para as cidades de médio e pequeno porte, em escala mundial.

A juventude traduz-se em “problema” quando se fala do agressor ou da vítima nos casos em que as violências se explicitam no urbano. Aos olhos do senso comum e das instituições de formação e de opinião pública, o “ser jovem” está intimamente atrelado às expressões de violência que assombram o cotidiano urbano. Morte, sangue, arma, droga, álcool, brigas, vandalismos, sensação de superioridade sobre o outro, risco, excesso, irresponsabilidade, indisciplina, mas também energia, vitalidade, possibilidade, expectativa, sonho, visibilidade, solidariedade, sociabilidades, compõem o universo e a singularidade de muitos agrupamentos de jovens. Em campo aberto, os movimentos juvenis não se resumem à violência; contudo, a ela, em muitos casos, estão atrelados[5].

Com referência à relação juventude, violência e políticas públicas, ressalte-se que não há políticas públicas à juventude. Há, sim, um conjunto de ações isoladas, algumas interessantes, outras complicadas, no âmbito do Estado e da Sociedade Civil, de caráter didático-pedagógico e educacional. Do ponto de vista do conjunto dessas ações, a juventude, quando considerada um “problema social”, traduz-se em minimizar seus movimentos e, ao se tratar da ação repressiva, em disciplinar, pela força e, exemplarmente, por suas ações. Equivale a afirmar que as tendências de elaboração de políticas públicas à juventude permanecem, em grande parte de suas outorgas, na lógica funcional para uma formação ao mercado ou como controle social[6].

Há, no Brasil, cerca de 35 milhões de jovens[7], e sabe-se que o crescimento do número de pessoas na faixa etária de 15 a 24 anos é significativo. Por outro lado, as conseqüências têm igual proporção, o que levou à realização de inúmeras pesquisas, na tentativa de compreensão do fenômeno[8].

Os dados contidos na pesquisa “Mapa da Violência IV: os jovens do Brasil. Juventude, Violência e Cidadania” são consistentes e importantes para a apreensão do movimento de juventude e da dimensão da violência. Os números exprimem uma realidade: a. Em 2002, 48.983 jovens foram vitimados no país, num total de 54,5 mortos por 100 mil habitantes; b. Em uma década (1993 a 2002), assistimos ao aumento de 88,6% de jovens mortos; c. Em 2002, 39,9% das mortes de jovens se deram por homicídio, 15.6% por acidente de trânsito e 3,4% por prática de suicídio. Juntos, homicídio, trânsito e suicídio totalizam 59% das mortes dos jovens brasileiros; e. Em 2002, 31,2% das mortes de jovens foram causadas por arma de fogo; f. Nos finais de semana, os homicídios aumentam 2/3, em relação aos dias da semana.

Embora a pretensão deste estudo seja a de oferecer subsídios à formação de políticas públicas de juventude e à formatação de estratégias preventivas direcionadas para reverter a situação sociocultural vivenciada pelos jovens no país, pouco contribui como questionamento ao processo histórico de constituição das relações sociais no país. No entanto, é um contributo importante, pois, diante da perplexidade desses dados, pergunta-se: por que tanta violência? O que passa na cabeça de certos jovens? Que sociedade é esta? Como se explica tamanha irracionalidade, no comportamento de alguns?

O encaminhamento deste artigo é sociológico, e a ênfase direciona-se aos traçados históricos, políticos, econômicos e socioculturais delineados por nossa sociedade. Contudo, o entendimento desse fenômeno não é tarefa fácil, uma vez que ele incorpora múltiplos fatores e determina a necessidade de análises mais abertas e menos reduzidas, deterministas ou policialescas.

Pensar o movimento juventude implica incursões à realidade histórica, econômica, política e sociocultural do país, inclusive porque a chave para essa resposta se encontra nas próprias relações sociais[9]. De outro modo, reduzir as discussões sobre juventude-violência às questões de maioridade penal, de construção de presídios ou de abrigos, de direito penal, de polícia, de educação ou de disciplina significa perder a oportunidade de pensar a sociedade brasileira e suas trajetórias.

Da perspectiva histórica, o nosso projeto de modernização desencadeou uma rede de relações no interior da sociedade, baseadas no autoritarismo-paternalismo marcado pela padronização de comportamentos civilizadores que não incorporou o negro, as mulheres, os pobres, os índios e as diferenças (econômicas, políticas, culturais, sexuais, entre outras). Conseqüentemente, a maioria das vítimas da violência tem esse perfil.

Da perspectiva econômica, a juventude deveria estar preparada para a vida urbana e para a participação no novo modo de produção de bens e de consumo. No entanto, o processo de urbanização, de industrialização e tecnológico, no Brasil, intencionalmente ou não, dificultou o acesso aos benefícios do capital para certos setores da sociedade, embora tenha disponibilizado o desejo para todos. Essa situação agravou-se no atual “avanço” tecnológico e na sociedade da informação, produzindo aumento da distância entre uma formação mais humana da pessoa e sua participação nos destinos de sua vida individual e coletiva. É certo que quantidade significativa de jovens está à margem desse acesso, o que diminui a possibilidade de muitos terem o reconhecimento esperado, nesse modelo de competição econômica.

Da perspectiva política, sabe-se que, dos anos 60 em diante, a sociedade brasileira passa a experimentar um processo de individualização avassalador, o qual interfere, sobretudo, no comportamento dos jovens. Esse processo permitiu o surgimento de um conjunto de ações desmobilizadoras, do ponto de vista das organizações sociais e coletivas, arremetendo as pessoas, os grupos, as instituições e a sociedade para um esvaziamento de seu sentido político, no que diz respeito às relações sociais.

Como efeito, nos médios e grandes centros urbanos brasileiros, as relações interpessoais passaram a ser anômicas, vazias e de pouca interatividade, impedindo e dificultando a formação de identidades mais coletivas, tolerantes, participativas e abertas. Esse esvaziamento político, no sentido de estrangulamento de nossa condição de sujeito sociocultural e político, abre espaço para condutas fascistas, autoritárias ou de desrespeito ao “outro” (estrangeiro, negro, professor, nordestino, mulher, homossexual, pobre, instituições sociais), pelo simples fato de o outro ser caracterizado como insignificante[10].

Sem a mediação do político, as relações sociais contemporâneas, em especial entre os jovens, contribuíram para a consolidação de um quadro de condutas de risco, via de regra expresso por atos caracterizados como de violência. Em campo aberto, a violência ganha dimensão de banal, vazia e, aparentemente, sem sentido, sem conteúdo, desconectada dos princípios civilizatórios.

Da perspectiva cultural, a violência é parte do viver, do presente, e está no trânsito, nas casas, nas ruas, nas escolas, no tráfico de drogas, no Estado, nas relações de gênero e de poder, nas instituições (policiais, judiciárias, hospitalares, educacionais etc.). Se o homem é um ser simbólico que teceu as suas próprias redes de relações, temos que decifrar seus significados e sentidos.

A partir dessas perspectivas (histórica, econômica, política, cultural e social), a violência ganhou corpo, lugar, etnia, cor da pele, rosto perfil e origem. Embora seja constituída nos jogos de relações sociais, a culpabilidade de suas práticas restringe-se às classes populares, causando espanto quando seus autores são de classe média ou alta. Primeiro, porque quem produz a violência, no visor imaginário do senso comum, é pessoa de baixo poder aquisitivo, pobre, negro, mestiço e, além desses requisitos, ocupa piores localizações no espaço urbano. Segundo, porque a ordem social não reconhece que a violência “constitui” outras formas de relações sociais, reproduzindo representações, códigos e estilos de vida próprios, por vezes até como proteção contra hostilidades de nosso tempo[11]. Por fim, porque o discurso corrente não reconhece que o indivíduo inscrito na sociedade, independentemente de classe social, faz parte de um sistema social complexo, e reconhecer esse aspecto do sistema social requer aceitar que a sua composição não é exclusivamente racional, como se pretendia no processo civilizador moderno. Isso porque ele se complementa, também, de informações diversas (míticas, ritualísticas e sentimentos) e porque as pessoas, cada qual ao seu modo, reagem aos estímulos dos afetos, das angústias, das frustrações e das desgraças.

De fato, é no social que a violência juvenil ganha a condição de “problema” e se expressa como um componente da violência urbana. Não está vinculada só, e exclusivamente, às estruturas sociais injustas, às desigualdades econômicas, à pobreza, à inércia do Estado ou à desestruturação da ordem legal. Esses argumentos, distantes de uma óptica multifacetada, estão colocados em pauta numa quantidade significativa de trabalhos sobre violência.

Acrescente-se que não há como isolar a juventude da violência; a não ser que se resgatem aos jovens as expectativas de futuro (nos termos da sociedade de consumo), que se diminuam as distâncias socioeconômicas e culturais e que se reconstitua uma formação mais política dos grupos e sujeitos sociais com indicativos para minimizar os efeitos da individualização.

Considerações Finais

A preocupação com a juventude é recente. De pouco é que se visa empreender políticas públicas que contemplem interesses e necessidades dos jovens. Até os anos 90, o que se ouviu, em termos de políticas públicas direcionadas à juventude, se limitou a ações no campo das instituições educacionais e esportivo-culturais, com práticas didático-pedagógicas de preparação para a vida adulta.

Essa preocupação não é exclusiva do Brasil. Nos últimos 10 anos, a comunidade européia, para melhor entender o que vem a “ser jovem”, tem financiado inventários sobre juventude[12], com a pretensão de subsidiar a constituição de políticas públicas com maior assertividade e consistência.

Em nossa realidade, há “aparente” desconexão e ausência de diálogos entre o material produzido, na academia, sobre juventude e as ações sociais e públicas direcionadas a ela, em que pese o esforço de algumas ONGs e de programas de pesquisa.

Tem-se que, com devida urgência, elaborar um conjunto de ações, marco de políticas públicas à juventude, em diversas frentes, inclusive fora das demarcações voltadas à formação para o mercado, que viabilize a emancipação, a singularidade e a autonomia do sujeito e “proprietário” de seu próprio destino e processo histórico.

Ainda que se considere o esforço das ações públicas, estamos longe de equacionar a violência juvenil. É o que falam os jovens, em forma de silêncio traduzido em suicídio, uso de álcool, excessos, agressões, uso de drogas, indisciplinas e mortes.

Contudo, para se elaborar um conjunto de ações as quais contemplem o que chamaremos de políticas públicas direcionadas à juventude, não se pode partir de receita pronta e acabada, vinda de cima para baixo. Por não existir receita, devemos tomar os seguintes cuidados: a. a violência não é privilegio das classes populares, embora estas estejam mais suscetíveis a ela; b. as ações devem ultrapassar o universo da educação e do esporte, sem a intenção de reprimir a juventude ou suas práticas; c. não há como formular transformações significativas, dentro da lógica do mercado e do capital, sem minimizar seus efeitos de individualização, de consumo e de competição; d.ações políticas que valorizem o reconhecimento do “outro”, do coletivo e da dignidade humana; e. resgatar o sentido de um projeto pessoal e coletivo de vida, na experiência juvenil em nossa sociedade.

Cabe enfatizar que a não observância dos cuidados apontados acima poderá trazer o agravamento das violências presentes nos movimentos e agrupamentos de juventudes. Se, por um lado, as classes populares clamam pelo acesso aos benefícios das sociedades tecnológicas, informacionais e de consumo, ou buscam estratégias de proteção às desigualdades de nosso tempo, por outro lado, o esforço das classes média e alta em proteger seus “bens” e “patrimônio” promove práticas de higienização da sociedade, numa luta moral para eliminar a “parte maldita”: os humildes, os pobres e a pobreza.