Secretária Rosa Neide garante que quadro da Seduc é mais técnico que político
A secretária estadual da Educação, Rosa Neide Sandes (PT), rebate as acusações do candidato a governador Pedro Taques (PDT) sobre o uso da pasta como moeda de troca entre governo e partidos políticos. Além de reiterar o ataque, os programas de TV do pedetista também criticam os índices do ensino no Estado.
Segundo Rosa Neide, apesar do PT comandar a Seduc há sete anos, 90% dos cargos comissionados são ocupados por profissionais de carreira que exercem funções de confiança. “O candidato Pedro Taques nunca pediu o quadro técnico da Secretaria de Educação. Então, fica fácil jogar palavras ao vento”, dispara.
Rosa Neide também lembra que a estrutura da Seduc conta com quatro secretários-adjuntos, 16 superintendentes e quase 30 coordenadores. Conforme a secretaria, a maioria é filiada a outras siglas ou não possui filiação partidária. “Inclusive, tem servidor filiado ao PDT do candidato Taques”, completa.
De acordo com Rosa Neide, os critérios para exercer os cargos comissionados da Seduc são qualificação técnica e habilidade política na área educacional. Além disso, garante que afinidade partidária fica em segundo plano.
Para ela, na Seduc não há espaço para política partidária ou coação de servidores para votar em determinado candidato. Por isso, o setor de Recursos Humanos já distribuiu cartilha elaborada pela Auditoria Geral do Estado e realizou reuniões junto com a Coordenação Jurídica para orientar os servidores sobre a conduta no período eleitoral.
Filiada ao PT desde os 18 anos de idade, Rosa Neide afirma que não está participando das atividades de campanha porque o trabalho na Seduc exige dedicação exclusiva. “Não aceito candidato falar sem conhecimento. O Pedro Taques pode ficar aqui e conhecer o funcionamento da pasta para poder opinar com propriedade”, concluiu.
Índices
Sobre as críticas de Taques aos índices no ensino em Mato Grosso, Rosa Neide reconhece o direito do candidato. Entretanto, lembrou que o Estado saiu do 26º lugar no ranking do ensino médio nacional para a 10ª posição, mas é preciso avançar ainda mais.
Em relação à evasão escolar, Rosa Neide informa que em algumas escolas, no período diurno, os índices foram zerados entre os alunos que estão na idade certa. A dificuldade, segundo a secretária, é maior com os estudantes do período noturno, com idade mais avançada e que trabalham durante o dia.
Outros números destacados por Rosa Neide são as 67 escolas com ensino médio integrado ao profissionalizante e 600 unidades de ensino que funcionam em tempo integral no Estado. Para os educadores, a secretária da Educação lembra que a gestão trabalha pela implementação da lei que prevê aumento real de 100% para a categoria no prazo de 10 anos e diversos avanços no plano de carreira.
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