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segunda-feira, 16 de março de 2015

Antônio Joaquim pode ser o 3º a deixar cargo vitalício no TCE para disputar eleição

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Membros do TCE têm direito a uma série de benefícios, como auxílio moradia
Caso saia candidato para cargo majoritário em 2014, o conselheiro Antônio Joaquim seria o terceiro, nos últimos 8 anos, deixar o cargo vitalício do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para disputar eleição. Atualmente os conselheiros recebem R$ 24 mil, além de auxílio moradia de R$ 7 mil por mês. O salário de um senador, que tem mandato de 8 anos, é de R$ 26,7 mil. Já o do governador de Mato Grosso, com mandato de apenas 4 anos, a remuneração não chega a R$ 20 mil.
Os dois últimos a abrirem mão do cargo vitalício no Tribunal foram o deputado federal Julio Campos (DEM) e Alencar Soares (PSD). No lugar do democrata entrou Waldir Teis, que está como presidente do TCE. Quem assumiu a cadeira do social-democrata foi ex-deputado Sérgio Ricardo.
Júlio deixou o posto para concorrer à Prefeitura de Várzea Grande em 2008, mas acabou sendo derrotado por Murilo Domingos (PR), que foi reeleito. Em 2010, o democrata foi eleito deputado federal. Alencar, por sua vez, deixou o cargo vitalício por conta das eleições, mas ele nem chegou a sair candidato. A intenção do social-democrata era disputar a Prefeitura de Barra do Graças, mas quem saiu como candidato do PSD foi Beto Farias, que conseguiu reverter na Justiça uma pendência jurídica, deixando de ser considerado ficha suja. Considerado ficha limpa, Beto concorreu e foi eleito.
Para as eleições deste ano, Antônio Joaquim admite a intenção de entrar no páreo. Mas ele não é filiado a nenhuma sigla há 14 anos. Por conta disso, ele ainda precisa definir em qual sigla se filiará. O conselheiro já teve conversa com PTB, do ex-prefeito Chico Galindo, e PSDB. Ele, contudo, ainda não bateu o martelo com nenhuma das agremiações.
Por ser conselheiro, a filiação dele pode ser feita até seis meses antes do pleito, ou seja, até 5 de abril. No PTB Antônio Joaquim tem antigos correligionários e amigos. O presidente da Câmara de Cuiabá, Júlio Pinheiro, que é petebista, é um deles. Na vida pública Antonio Joaquim chegou a ser um dos mais influentes secretários e político. Ele foi indicado para compor o Pleno do TCE pelo ex-governador Dante de Oliveira (já falecido).
Há quem diga que, atualmente, o conselheiro não teria envergadura política para disputar cargo majoritário. Publicamente, o senador Jayme Campos (DEM) disse que será difícil Antônio Joaquim se inserir novamente na política. Na avaliação do democrata, caso opte por se lançar candidato, o conselheiro estará cometendo um erro. 
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